— Tu gosta de ficar no escuro, né?

— Não dá para ver as estrelas quando tudo está claro…

- Samuel Barros

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E ela

Um cabelo no ombro

Um trago último

Uma leitura chata

Um cheiro de verão


E eu, sonhando

Num cangote de sexta

Num beijo primeiro

Num bilhete de amasso


Numa ilusão


E era inverso, chovia

E era inverno, chovia

E eu, chovia


Mas ela não sentia!

- Samuel Barros

Ninguém percebe, ninguém entende

Gasta,

exausta.

Com meu corpo interditado, deitado, assim, de lado.

A felicidade e o mistério se condenam, se combinam.

Ninguém entende meus sinais

mas nao importa

na madrugada

tudo se cala.

Gozado, usado

O corpo, a mente e a alma.

Enterrados com a felicidade ao lado do desconhecido.

Ninguém percebe, estão dormindo.

É o silêncio que rima, grita, falsa calma.

- Nallu figueiredo ( Samuel Barros)

Leitura dos meus semblantes


Esse sou eu, por mais óbvio,

Mas desse conheço pouco.

Tão amargo e evasivo.

Tão silencioso e ilícito

Esse é ele, o desconhecido eu.

- Samuel Batista

Suspensão



Não vou mentir, fui à três pontos depois. Parou, eu desci e andei.


passageiro ou omissão?



- Samuel Batista

Aos meus avós


Nunca dividiram as cidades, nem os bairros, nem as ruas, nem as casas, nem os quartos, nem as cozinhas, nem as salas, muito menos os sentimentos, histórias, amigos, filhos e netos.
Duas pessoas, um só passo.
Eles são 150 anos de um plural desconhecido.
Não é um plural dos contos de fadas, não é um plural sem os seus erros ortográficos, conjugado corretamente.

É um “Nós vai” - mais melhor de arretado.


Quem mais sofreu todos esses 150 anos foram os preocupados,

pois os “Nós” apertaram a vida numa licença poética bem explorada.

Viveram Uma vida sem viver a vida alheia e nem quiseram viver outras vidas.

A não ser… à própria!
Um plural singular.


- Samuel Batista

Os sentimentos desafiam as palavras .


- Samuel Batista

“Não recite nada que possa ser fruto da sua boca. Deixe o coração rimar seu próprio poema.”

- Samuel Batista

Relembre

Tempo passa rápido… aqueles romances que pareciam durar uma eternidade, acabaram e … superamos. Ficaram as lembranças, claro. Vez ou outra o coração para e de repente acelera - num desses encontros com o passado. Na verdade saber se foi certo ou errado algumas aventuras, é difícil, sei que estou vivendo e me surpreendendo ao passar dos dias.


- Samuel Batista

Um papel, uma carta, dez linhas, dez vezes amor.

- Samuel Batista